“Nos últimos tempos só se ouve falar em crise e toda a gente diz que, em Portugal, os jovens não “vingam”. Estou a terminar o secundário e esta realidade preocupa-me. O que podemos fazer? Obrigada pela ajuda!”

– J. F.

Amigo J. F.,

A crise económica “arrasta” sempre, atrás de si, crises sociais.

Não havendo crescimento económico e os impostos inflacionados, o investimento decresce,

contribuindo, assim, para o decréscimo da empregabilidade (desemprego).

Os jovens são o FUTURO de um país e o que todos necessitam de interiorizar é que têm de trabalhar sempre para a EXCELÊNCIA, e ainda mais nestes momentos de crise. É necessário, para isso, ter objetivos na vida e lutar pela sua concretização, com convicção, ultrapassando sempre cada obstáculo que vos surja pelo caminho!

É assim que se chega onde se quer! Não se esqueçam nunca que “querer é poder”!

Para isso, terão que ser sempre muito exigentes com vós próprios e nunca ficarem satisfeitos com o que é mediano, mas sim lutar, sempre, para atingir a excelência! Esta tem sempre lugar, em qualquer parte do mundo, incluindo Portugal!

Não devem ser tão derrotistas e têm que trabalhar para otimizar a vossa autoestima e acreditarem sempre que conseguem e que são os melhores.

Há novas dinâmicas no mercado de trabalho, em que emergem o desenvolvimento das novas tecnologias, da globalização da produção, da expansão da economia, entre outros fatores que vieram alterar as organizações. É muito importante a adaptação a estas novas realidades, por parte de todos.

Quando se fala de empregabilidade, têm que ter presente a importância dos soft-skills

(competências transversais), por oposição a competências técnicas, de características mais rígidas e específicas a uma área de trabalho. Quer isto dizer que, paralelamente e em simultâneo com a componente académica, têm de descobrir, desde cedo, os vossos talentos, ou seja, terão de investir na aprendizagem de línguas, no voluntariado, nas experiências profissionais de férias, no desporto (praticar uma modalidade desportiva regularmente), entre outros.

São estes os soft-skills que tanta importância têm quando fazem o vosso curriculum vitae e/ou quando estiverem perante uma entrevista de emprego.

Daí a importância de se mobilizarem, desde cedo, para a construção de um percurso onde, para além da importância da componente académica, outras são fundamentais para quem queira integrar, com sucesso, o mercado de trabalho, quer no estrangeiro, quer em Portugal. Não se esqueçam de que, com a globalização, todos terão que estar preparados para o aparecimento de novas áreas profissionais, para a mobilidade, quer através de viagens, quer através de períodos de estudo fora do país, pois são essas experiências, as promotoras da aquisição de inúmeras competências, que vos irão ser úteis, a saber:

i) adaptação;

ii) polivalência;

iii) aquisição de conhecimentos de línguas;

iv) empreendedorismo;

v) gestão da carreira, em que deverão ter em mente, sempre, o desenvolvimento contínuo das vossas competências para que o mercado de trabalho se torne mais competitivo e haja crescimento económico.

Tenham sempre presente que as vossas competências incluem:

1- As vossas atitudes

2- As vossas habilidades (saber-fazer)

3- O vosso conhecimento.

Estes são três aspetos fundamentais na vossa (futura) atividade profissional, quer em Portugal, quer no estrangeiro. Assim se trabalha para a EXCELÊNCIA!

“O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO…”

– Fátima Matos, psicóloga da ESMTG

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Dra. Fátima Matos

Dra. Fátima Matos

Psicóloga da ESMTG

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