Ergueu-se das chamas,
que em chão impuro ardiam,
um trilho sem fim cobriam.
Abria as suas asas majestosas.

O seu voo, esplendoroso,
o céu tornava vermelho
do fogo, tão novo, tão velho.
Para cima olhava invejoso.

Observava a enorme liberdade
de voar, como uma ave, bela.
No topo era uma estrela,
ignorando a verdade.

Só olhando para cima percebia
o que de mim se aproximava,
essa ave Humana feita de lava,
queimando, pessoa de mim fazia.

Imagem retirada do site Eléctrico28

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João Palma

João Palma

Editor-chefe da secção Disce

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