Na sociedade atual, o mais importante é o ensino dos conteúdos ao invés do ensino das estratégias para aprender a pensar. Seria bom que a sociedade atual se focasse na importância de que a resposta educativa deve capacitar as crianças e jovens a terem acesso à informação para a usar na resolução de problemas, sejam de cariz académico, relacional ou do quotidiano, ao invés de se centrar, só, e unicamente, na aquisição e na retenção da informação.
Apesar disso, o Ensinar a Pensar (Treino Cognitivo) tem vindo a ganhar espaço próprio na Escola.
Alguns autores afirmam que o Ensinar a Pensar não é só um objetivo educativo legítimo, como deveria constituir um verdadeiro imperativo, já que uma meta educativa importante é, de facto, o ensinar a aprender a pensar, de um modo efetivo, isto porque a humanidade padece de múltiplas ameaças, causadas por comportamentos irracionais. Comportamentos, onde deixou de existir espaço para valores humanos como a amizade, o amor, a tolerância, a compreensão, o respeito e, entre tantos outros, o Perdão!
Helena Águas Marujo (Professora Doutorada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa), no seu prefácio ao livro de Robert Enright – “O Poder do Perdão”, refere que leu “fascinada que uns antropólogos encontraram uma tribo na África do Sul, um povo chamado Babemba onde, de cada vez que um elemento do grupo comete um deslize significativo, foge às normas, erra de forma saliente, toda a tribo pára o que está a fazer e reúne-se em círculo, no centro da aldeia. Aí chegados, o “pecador” ou “pecadora”, senta-se no meio do círculo, qual alvo. Então, todos os presentes, das crianças aos anciãos, partilham histórias positivas que viveram com o “culpado” ou a “culpada”, sublinhando-lhe as qualidades e o melhor do seu passado. A reunião pode demorar horas, mantendo-se viva até haver assunto. Publicamente e, num momento conjunto de confronto com a falha humana, o que o grupo faz é relembrar o bom e não dedicar atenção ao erro, como se todos dissessem: Perdoamos-te. Hoje erraste, mas o que realmente nos importa é sublinhar e dar voz a todas e tantas vezes em que nos orgulhámos do ser humano que és. Este colectivo indirectamente verbaliza, mas sobretudo abertamente concretiza, o ato do Perdão.”
Consideramos este pequeno excerto suficiente para uma reflexão mais profunda sobre os valores e também sobre as limitações humanas, para que se possa aceitá-las e avançarmos…
É o ensinar a aprender a pensar!
Para que possamos evoluir para a sabedoria!

“Não basta conquistar a sabedoria é preciso usá-la” – Cícero (Filósofo, Escritor, Orador, Advogado, Político Romano)

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Dra. Fátima Matos

Dra. Fátima Matos

Psicóloga da ESMTG

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