Hoje vi um filme particularmente interessante acerca deste tema.

Agora que escrevi isto fiquei a pensar, se a introdução não terá sido demasiado ordinária ou se a construção frásica estará, aquilo a que podemos chamar de correta.

Mas arte ou palavras?

Numa primeira perspectiva, reconhecemos que ambas constituem formas de expressão, seja do que for. De sentimentos, por exemplo, (o mais habitual) e que de certa forma confere um sentido mais romântico a qualquer tema. Sentimento… Uma palavra tão bela e tão enfadonha ao mesmo tempo. Falemos também em expressão de fingimentos. Porque no processo de criação, já Pessoa dizia, a intelectualização reduz a mais pura arte de sentir a uma peça teatral.

Arte ou palavras? Ambas uma expressão para o exterior de algo que está cá dentro.

Mas isto pode ser alvo de alguma refutação. Imagine-se, por exemplo, que eu via uma árvore e pintava-a ou descrevia-a. Estaria não a expressar algo que vinha do meu interior. Estaria no sentido mais simples deste pensamento a transfigurar um objecto exterior para outro objecto exterior, uma tela, uma folha, etc.

Mas o que poderia, no entanto, sair de mim seriam as emoções despertadas por ver a árvore.

Emoções que, só pelo vocábulo assumem um valor muito subjetivo.

Eu vejo a árvore. Interesso-me por ela. A sua reprodução (escrita ou pintada) não parte de uma imagem que tenho em mim mas sim diante de mim.

Então, arte ou palavras? Ambas expressam para o exterior aquilo que está cá dentro?

Não. Ambas extraem o que há no exterior, que nos desperta a atenção; descodificam-no no interior, e através de um processo cognitivo complexo, produzem aquilo a que se pode chamar um reflexo da mais pura sensação.

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Francisca Marques

Francisca Marques

Diretora & Editora-chefe da secção Crónica

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