Se andas à procura de uma maneira rápida e fácil de perder peso, então se calhar já ouviste falar da dieta militar e dos seus resultados, aparentemente fantásticos.

As pessoas que já fizeram esta dieta afirmam que se pode perder até 20 kg em apenas um mês, fato que faz a dieta militar parecer a dieta perfeita para muita gente.

Mas atenção, porque quando algo parece bom demais para ser verdade, é porque provavelmente o é. Apesar de ser verdade que esta dieta permite perder uma quantidade de peso bastante considerável num curto período de tempo, o que muitas pessoas não falam é o fato de esta dieta ser bastante restritiva, no que conta não só ao tipo de alimentos que se comem, mas também à quantidade.

A dieta militar prioriza a combinação de alimentos indicados para queimar gordura, acelerar o metabolismo e emagrecer, através da criação de um défice calórico. São considerados proibidos lanches ao meio da manhã e da tarde, sendo as únicas refeições permitidas o pequeno-almoço, o almoço e o jantar, pelo que as pessoas que seguem esta dieta podem sentir fome ao longo do dia. É aqui que entra a disciplina militar, que dá nome à dieta, visto que é preciso ter controlo e sujeitar-se ao sacrifício de não poder comer livremente, pois só assim se poderá atingir os resultados desejados.

A dieta militar pode ter vantagens, como a diminuição da flacidez da pele e dos músculos das pernas, braços a abdómen. Mas não nos podemos esquecer de que esta dieta é considerada uma dieta de emergência, visto que, normalmente, é utilizada por pessoas que pretendam perder bastante peso rapidamente, e é claro que estes resultados milagrosos têm um custo.

Esta dieta não oferece um balanceamento nutricional adequado. Não é uma forma de emagrecimento saudável nem seguro a longo prazo. Por isso, não é recomendado seguir esta dieta durante muitos dias seguidos, para que o corpo possa recuperar. Assim, a dieta dura apenas três dias. Após estes três dias, deve-se fazer uma pausa de cerca de quatro dias, e depois retomar a dieta, repetindo o mesmo durante um mês.

Para além de ser extremamente restritiva e de não oferecer os nutrientes adequados, esta dieta diminui em demasia o consumo de hidratos de carbono e de calorias, o que faz com que que o cérebro, no final da dieta, envie uma espécie de alerta ao organismo para que sejam ingeridos hidratos de carbono de rápida absorção, como massas e açúcares, o que pode fazer com que se recupere todo o peso perdido na dieta, que é o problema da maior parte das dietas muito restritivas.

Assim, quem se sujeita a esta dieta deve estar consciente de que pode estar a pôr em risco a sua saúde, visto que o organismo vai estar muito debilitado no final desta dieta.

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Mariana Monteiro

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