Disce

Pequeno Ser

Costumava haver
numa terra distante
um pequeno ser
com uma história emocionante,

mas pelo caminho perdeu-se,
tal como se perde
tudo o que bom ou mau fosse,
tudo o que se ergue.

Permanecia feliz na sombra,
sem se preocupar
com estar perdido na penumbra,
com ser uma gota no mar.

E esse pequeno ser,
sem qualquer fé ou medo,
passou então a temer
do “Eu” o desfasamento.

Não! Ele negava a multidão,
Ser uma outra estatística
num conjunto sem emoção,
estava perdido na lírica.

E lutou e escreveu,
para não ser só
um mero escravo do “Eu”,
para fora de si estar só.

Apenas no topo
sentia então o vento
da vida, o sopro
calmante, lento.

Então o pequeno ser vive,
constrói o bem em nós
e destrói o mal que nunca teve,
grita para a multidão a alta voz!

Post anterior

Canção de Salvador Sobral ganha versão animada

Próximo post

Kahoot Literário

João Palma

João Palma

Nenhum comentário

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *