Agora que o verão está a chegar e com ele vêm o sol e o calor, grande parte das pessoas começa a ir à praia para aproveitar o bom tempo e talvez também para ficar bronzeada. Mas o que muitas pessoas se esquecem é de que, nestas alturas, é preciso ter certos cuidados, especialmente no que toca ao cuidado e à proteção da pele contra o sol.

Já quase toda a gente deve ter apanhado um escaldão, e todos sabemos que a sua causa é a excessiva exposição ao sol. Mas enquanto as queimaduras solares desaparecem, os danos causados pelo sol, na pele, são permanentes. E uma das consequências mais graves da exposição excessiva a radiação UV é o cancro da pele.

Existem vários tipos de cancro da pele, mas os principais são o carcinoma basocelular, sendo esta a forma mais comum e menos perigosa deste tipo de cancro, em que se verificam protuberâncias de aspeto branco ou espécies de feridas que não cicatrizam; a queratose actínica, que consiste em manchas de cor castanha-avermelhada, com superfície áspera ou escamosa; o carcinoma de células escamosas, em que aparecem superfícies com crosta que crescem rapidamente; e, por fim, a forma menos frequente, mas também a mais perigosa, o melanoma, caraterizado pelo aparecimento de lesões pigmentadas com contornos irregulares.

Claro que há pessoas que têm um risco mais elevado para desenvolver cancro da pele, tais como as pessoas de pele mais clara e propensa a queimaduras solares, com mais de cinquenta anos, que têm história familiar desta doença, que passam muito tempo ao sol ou que frequentam o solário, que aumenta em 74% a probabilidade de desenvolver melanoma.

Existem dois tipos de prevenção para este tipo de doença: a prevenção primária, que consiste na inibição do desenvolvimento da doença antes que esta ocorra, e a prevenção secundária, que é a deteção do cancro nas suas fases iniciais para que possa ser tratado com sucesso, visto que o cancro da pele, na maior parte dos casos, pode ser tratado, se for diagnosticado precocemente. Quanto à prevenção primária, esta consiste na prática de hábitos que a maior parte das pessoas conhece, tais como evitar a exposição solar direta entre as 11h e as 15h, especialmente no verão, e usar protetor solar, com um factor alto, tendo em conta que este demora cerca de 30 minutos para começar a atuar e o seu efeito dura entre duas a três horas, e por isso é necessária a sua reaplicação. Apesar de não ser possível alterar os factores geneticamente determinados para prevenir cancro da pele, sempre é possível prevenir o aparecimento da doença com estas pequenas ações.

Há outras coisas a ter conta, coisas que por vezes as pessoas se esquecem ou não sabem. Por exemplo, não é por estar um dia nublado que quer dizer que os raios solares não atingem a pele e não provocam danos, sendo preciso ter também certos cuidados nestes dias. No verão é sempre bom estar um pouco mais bronzeado, mas também é preciso saber que, se a pele está bronzeada, significa que o ADN da pele foi danificado. E são os danos cumulativos pela radiação UV que causam o envelhecimento precoce da pele e também o cancro da pele.

Para ter a certeza de que está tudo bem com a nossa pele, deve-se verificar se nela há manchas e, para saber quais são as que podem ser malignas, pode-se seguir a regra ABCDE: verificar se as manchas são Assimétricas, se têm Bordos irregulares, se têm múltiplas Cores, se têm Diâmetro superior a 6mm e se há uma Evolução das manchas. Se houver sinais de uma lesão suspeita, não se deve ignorá-la e deve-se visitar logo um médico especialista.

Existem vários tipos de tratamento para o cancro da pele, mas o mais comum é a excisão cirúrgica total do tumor.

Só temos uma pele para toda a nossa vida, e por isso é bastante importante que cuidemos bem dela.

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Mariana Monteiro

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