Já deves ter ouvido nas notícias que, em Portugal, atualmente, há um surto de sarampo que tem estado a dar alguma polémica. Existem 25 casos de sarampo confirmados e ainda há outros que estão a ser investigados. Já houve uma vítima mortal, uma jovem de 17 anos, não vacinada, que morreu na consequência de uma pneumonia causada pelo sarampo.

Mas, afinal, o que é o sarampo? O sarampo é uma doença infeto-contagiosa causada pelo vírus do sarampo, Morbilivirus. Normalmente, é uma doença benigna, mas pode também ser fatal. É uma doença extremamente contagiosa, podendo ser transmitida através de gotículas e aerossóis ou propagada por contato direto com secreções nasais ou da faringe, através da tosse e espirros. O vírus pode sobreviver até duas horas no ar ou nas superfícies em que a pessoa infetada espirrou ou tossiu.

Os primeiros sintomas da manifestação da doença são febre, conjuntivite, tosse e dor de garganta. Depois surgem pequenos pontos brancos na mucosa oral. De seguida, dá-se o aparecimento de exantemas, que são manchas na pele que aparecem primeiro no rosto, depois no tronco e, por fim, nos membros inferiores e a tosse torna-se persistente.

As complicações mais comuns do sarampo são a diarreia, a otite e a pneumonia. Normalmente, os adultos têm casos de doença mais graves do que as crianças e a principal causa de morte nos adultos é a encefalite aguda.

O período contagioso começa cerca de quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas e dura até quatro dias depois do aparecimento das manchas na pele. Assim, o período de incubação dura entre 10 a 12 dias e, nos adultos, pode prolongar-se até aos 21 dias.

A melhor maneira de prevenir a transmissão da doença é através da vacinação. A vacina contra o sarampo está incluída no Plano Nacional de Vacinação e é gratuita, mas não é obrigatória. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e um reforço aos cinco anos.

Consideram-se protegidas contra o sarampo pessoas que já tiveram a doença, pessoas que têm as duas doses da vacina, no caso de menores, e pessoas que têm uma dose da vacina, no caso de adultos. As pessoas não vacinadas ou que nunca tiveram sarampo têm uma elevada probabilidade de contrair a doença.

A maior parte das pessoas apenas tem sarampo uma vez na vida, visto que, após a infeção, o organismo cria anticorpos que são capazes de eliminar o vírus da próxima vez que este entrar em contacto com o corpo.

O sarampo já estava erradicado do nosso país, devido a um programa eficaz de vacinação. Claro que continua a haver um risco de importação de casos da doença vindos de outros países. As pessoas que não vacinam os filhos, por terem uma postura conservadora em relação à vacinação, podem contribuir para o surgimento de surtos epidémicos, ainda que breves, desta doença.

Assim, é preciso ter em conta que se trata de uma questão de saúde pública, visto que as pessoas não vacinadas podem pôr em risco outras pessoas.

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Mariana Monteiro

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