Toda a gente já deve ter tido, em alguma altura da sua vida, borbulhas ocasionais ou então casos mais graves, com nódulos e cistos mas, de qualquer forma, sabem que isto pode ser bastante chato e pode até afetar a confiança de alguns. É algo bastante comum na adolescência, e é, conhecida por todos, a acne.
A acne é a doença da pele mais comum, atingindo 85 a 100% da população, em qualquer momento da sua vida, se bem que as idades mais afetadas são entre os 10 e os 24 anos.
A acne é um problema da pele em que os folículos pilosos apresentam excesso de gordura e células da pele mortas, sendo as áreas mais afetadas a face, o pescoço, o peito, as costas e os ombros.
A acne pode manifestar-se de várias maneiras, sendo as formas de manifestação mais comuns as lesões não inflamatórias e os comedões, de cabeça branca ou negra. Também existem diferentes graus de gravidade da acne, que vão do I ao IV, sendo este último o mais grave e mais problemático. O primeiro grau corresponde à acne comedónica, que é acne leve, caraterizada pela presença de comedões; o segundo grau designa-se acne pápulo-pustulosa, que é acne moderada, que apresenta comedões, pápulas avermelhadas e pústulas; o terceiro grau denomina-se acne nódulo-cística, em que há comedões, pápulas e pústulas, podendo ocorrer a formação de cistos. O quarto grau é a acne conglobata, que é uma forma severa de acne, em que, para além dos sintomas ditos anteriormente, juntam-se nódulos com pus. Os casos mais graves de acne podem deixar cicatrizes permanentes.
Existem várias causas possíveis para a acne, como a genética, medicamentos, alguns alimentos, a ação de hormonas andrógenas, que fazem com que as glândulas sebáceas reajam de modo a produzir uma quantidade de sebo excessiva. De qualquer forma, a acne é provocada por uma produção excessiva de gordura, por acumulação de células cutâneas mortas e por acumulação bacteriana.
Ao contrário do que se pode pensar, alimentos ricos em gordura, chocolate, ou uma pele puco limpa não são fatores determinantes no desenvolvimento da acne. Aliás, uma limpeza excessiva da pele pode até agravar a acne. Outras coisas que podem agravar a acne são o contato da pele com substâncias oleosas, alguns cosméticos, a fricção da pele com o telemóvel, capacetes, entre outros. Stress não provoca acne mas, quando a doença já está presente, pode agravá-la.
Não se deve deixar a acne seguir o seu curso, sem fazer nada para a tratar, pois, sem tratamento, o problema cutâneo pode evoluir e originar lesões permanentes na pele.
O tratamento da acne, tal como de qualquer outro problema de pele, deve ser prolongado, visto que pode demorar algum tempo a atuar, normalmente entre 4 a 8 semanas e, em alguns casos, deve ser seguido por um dermatologista. Os tratamentos devem consistir na redução da produção de gordura, na aceleração da renovação das células da pele e no controlo da infeção.
A primeira opção de tratamento deve ser, para casos menos graves de acne, o uso de um gel, creme ou loção próprios para o combate à acne. Nos casos mais graves, deve-se recorrer a intervenção médica, e estes tratamentos podem ser retinoides tópicos, peróxido de benzoíla, tópicos antimicrobianos, ácido azeláico, entre outros, que destroem as bactérias que podem infetar folículos pilosos obstruídos.
Há alguns hábitos que se podem adotar para ajudar na prevenção da acne, como a lavagem das áreas mais problemáticas, nunca espremer as lesões, pois estas podem cicatrizar ou infetar, retirar sempre a maquilhagem antes de ir dormir, se esta for usada, não usar maquilhagem que obstrua os poros, usar produtos de limpeza de pele adequados e ter uma dieta saudável.
A acne pode afetar a autoconfiança e a autoestima de certas pessoas, que, para a tentar esconder, podem usar maquilhagem ou então cobrir certas partes do rosto com cabelo, o que pode piorar e agravar a acne.
É preciso ter em conta que existem soluções e tratamentos para a acne que podem reduzir os seus efeitos, podendo ser a atuação mais rápida ou mais lenta de pessoa para pessoa, mas, apesar disso, não devemos deixar que isso nos afete, pois é algo bastante normal, especialmente durante a adolescência.

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Mariana Monteiro

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