As Olimpíadas da Filosofia realizaram-se nos passados dias 21 e 22 de abril, na Escola Secundária Júlio Dantas, em Lagos. Esta atividade teve como objetivo desenvolver o gosto pela reflexão sobre questões e desafios com que a humanidade é constantemente confrontada, incentivando, assim, o intercâmbio de ideias e proporcionando, também, oportunidades para o exercício do pensamento crítico e criativo. Esta iniciativa foi apoiada pela Direção-Geral da Educação que refere que é de grande relevância na promoção do conhecimento e formação dos jovens. Durante este dois dias, foram seleccionados os estudantes que representariam Portugal nas XXV Olimpíadas Internacionais da Filosofia, em Roterdão, na Holanda, entre os dias 25 e 28 de maio.

O LOL, destaca, com grande prazer, dois alunos, da nossa escola (ESMTG): José Horta, também membro do jornal, na secção “Bora Sair” e Catarina Rosa, outrora mencionada no artigo sobre o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen, do qual se sagrou vencedora.

Fomos então tentar saber algumas curiosidades sobre o concurso, em si, e sobre eles. Deixamos então as entrevistas para que possam satisfazer as vossas curiosidades.

Catarina Rosa

LOL – Como soubeste da existência deste concurso?

CR – Tomei conhecimento através da minha mãe e do Professor Aires Almeida, de filosofia, sendo que ambos me incentivaram a participar.

LOL – O que te motivou mais a participar?

CR – A princípio, achei que não era boa ideia, pois, visto que estou no 12° ano, já não frequento a disciplina de filosofia. Pensei já não deter todo o conhecimento necessário para realizar as provas. No entanto, pesquisei sobre a iniciativa, e percebi que me era apenas pedida a redação de um ensaio filosófico, que não apelava diretamente às matérias dadas. Como gosto muito de escrever e de pensar, decidi inscrever-me.

LOL – Quem foram os teus maiores apoios durante este projeto?

CR – As olimpíadas duraram dois dias, dos quais realço o apoio da organização, e, sobretudo, do Professor Carlos Café, o professor da escola que me acompanhou. Beneficiei, também, de um ambiente de ajuda mútua entre os concorrentes, nomeadamente com o meu colega de escola, o José Horta.

LOL – Ganhaste algum prémio? Qual foi a sensação quando o ganhaste?

CR – Fiquei entre os 10 melhores a nível nacional (8° lugar, mais precisamente), tendo sido selecionada para realizar a prova em língua estrangeira. Foi uma grande (e boa!) surpresa, pois realizei as provas na desportiva, sem o objetivo de ficar bem posicionada, apenas de me divertir. Consegui aliar a diversão a um bom resultado, o que me deixou muito feliz e orgulhosa.

LOL – Que conselhos podes dar a quem esteja interessado em participar num formato do género?

CR – Em primeiro lugar, participem! Não tenham medo de não ter o resultado desejado. Falando especificamente das Olimpíadas da Filosofia, vivi dois dias divertidíssimos, nos quais conheci pessoas com os mesmos interesses do que eu, e que se dispuseram a questionar o mundo comigo. O que ficou guardado, mais do que o resultado, foi o sentimento de pertença a um grupo e a certeza de que não quero e não posso largar a busca de conhecimento.

José Horta

LOL – Como soubeste da existência deste concurso?

JH – Eu soube deste concurso de uma forma pouco comum por acaso. A mãe de uma amiga minha deu-me boleia para casa, e eu já sabia que ela era professora de Filosofia na Escola Secundária Júlio Dantas, a escola anfitriã da edição deste ano. Suponho que tenha sabido através da filha, minha colega de turma, que eu gosto bastante de filosofia, e falou-me do concurso, enquanto me levava a casa! Fiquei um pouco surpreendido, mas fiquei logo cativado e aceitei a proposta! Foi mesmo graças a essa professora que fui!

LOL – O que te motivou mais a participar?

JH – A minha principal motivação foi sem dúvida a curiosidade. Não participava há muito tempo num concurso, e nunca participei em nenhum a esta escala, nacional! Quis ter esta experiência, e acabou por ser extremamente positiva!

LOL – Quem foram os teus maiores apoios durante este projeto?

JH – Enquanto estava nas Olimpíadas o apoio vinha de diferentes sítios… sempre dos meus pais, que me ligavam e me motivavam, mas também de amigos que me mandaram mensagens encorajadoras, professores que nos ajudaram durante todo o concurso, e, tenho que destacar, os outros concorrentes! Foram muito importantes para eu ter tido uma experiência tão positiva! Conheci gente espetacular, e que me trataram como se já fossemos amigos há imenso tempo. Criou um ambiente extraordinário entre todos nós!

LOL – Ganhaste algum prémio? Qual foi a sensação quando o ganhaste?

JH – Ganhei um diploma e um livro, “Travessuras da Menina Má”. Foi uma boa sensação, sem dúvida, como é de esperar quando se recebe qualquer tipo de prémio. Mas não foi para mim o ponto principal do concurso, foi um momento mais acessório para mim, uma espécie de pequeno “bónus”.

LOL – Que conselhos podes dar a quem esteja interessado em participar num formato do género?

JH – Não ter medos e ir com uma mente aberta! Basta haver vontade de participar nas atividades e se conhecer as pessoas que será logo correspondida pelos outros! A integração é feita num instante e terás dois dias para recordares para sempre! É algo que recomendo vivamente para todos os adeptos da Filosofia!

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Madalena Tavares

Madalena Tavares

Editora-chefe da secção Escola

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