Disce

Borboletas Azuis

Na solidão alcança-se
a penumbra que permite,
a vida que, se alcançasse,
não fazia do tempo tendinite.

As decisões são borboletas,
são a escolha de diferentes
dimensões em que somos marretas,
ou um mundo de doentes.

No caos da decisão só se nota
na beleza subtil do tempo
e, já que não volta,
que se pare então o momento.

Que o momento se pare
e se esqueça o horror,
que se lembre como amar
e ignorar a dor,

a tentação vil
de controlar o mar.
O horizonte visível é inútil,
além desse vemos correntes a libertar.

No fim tudo é efémero e fútil,
no final entende-se que o tempo passa
e mata a bela borboleta azul
que outrora foi viva e teve casa.

Post anterior

Ferramenta desenvolvida no Porto torna o diagnóstico do cancro da mama mais rápido

Próximo post

Solução para fim do plástico no mar pode estar num fungo que vive no mar

João Palma

João Palma

Editor-chefe da secção Disce

Nenhum comentário

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *