Tecnologia

Bitcoin: Pode algo que não existe valer muito?

A mais famosa moeda que não existe vale agora o dobro de aquilo que valia há um mês atrás e o seu valor continua a subir.

As Bitcoin existem desde 2009, não existem fisicamente – não se veem, não se tocam, não se sentem – mas, no entanto, valiam no domingo mais de 13.000€.

A que se deve este valor por algo tão volátil financeiramente?

A resposta a esta pergunta não é garantida, mas estará relacionada com o teste bem sucedido da Rede Lightning, que substituirá a existente rede Blockchain: tecnologia que permite transações/compras rápidas e seguras.

Assim, esta cripto-moeda passa a ser um meio de pagamento de maior confiança sendo até, desde abril, reconhecida pelo Banco Central do Japão como um método de pagamento legítimo.

No início, era possível obter estas moedas virtuais através da mineração, ou seja, resolução de problemas matemáticos (um pouco mais complicados que 1 + 1 = 2) em troca de Bitcoins, mas com a divulgação e aumento do valor destas, a obtenção de Bitcoins passou a ser exclusivamente através de empresas de câmbios especializadas.

O inventor da Bitcoin era até há pouco tempo desconhecido, conhecendo-se apenas o pseudónimo Satoshi Nakamoto. Existiram várias teorias da conspiração sobre esta identidade, entre as quais de que Nakamoto poderia ser Elon Musk (inventor dos carros Tesla), tendo sido todas derrubadas em maio de 2016 quando o empreendedor australiano Craig White se assumiu como criador destas cripto-moedas para acabar com a especulação.

As previsões para o futuro da Bitcoin variam muito, por um lado prevendo um maior interesse dos investidores dada a popularidade atual, por outro, do Deutsche Bank, prevendo um crash desta em 2018.

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Miguel Cisneiros

Miguel Cisneiros

Editor da secção Tecnologia

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