Disce

Eu, a caneta e o café

Com a alma vazia e com o sentimento perdido, por corredores alheios, sento-me aqui neste banco sozinha, com uma caneta com mais cor que a minha vida. O café quente aconchega-me a mente, que vaguei-a por ruas desconhecidas. Estou sozinha e esta solidão gela-me o corpo. Os meus pensamentos tornaram-se palavras aprisionadas, sem forças e sem coragem para se libertarem. Os meus desejos e vontades tornam-se maiores à medida que perco a determinação. Antes perdi-as de tanto rir, hoje perco-as de tanto chorar. E sinto eu saudades, do tempo que ao invés de escrever, chorava de tanto rir com a melhor das companhias. Agora o hilariante perdeu o rumo e mais já não se encontra na minha rotina. Sou apenas eu e a caneta, a tentar encontrar a graça por meio das enter linhas. Mais rápido me arrancam as lágrimas do que o sorriso, e este é tão opaco que mesmo falso não deixa transparecer a tristeza. Esqueci-me como é que era acordar cheia de vontade para mais um dia, a vontade e ansiedade de rir e passear. Esta sensação é mais algo perdido numa vida passada.

Agora estou aqui sentada, com a caneta e um bom copo café.

Post anterior

Como saber se uma foto foi digitalizada ou falsificada?

Próximo post

Miguel Oliveira, o próximo campeão?

Luísa Fidalgo

Luísa Fidalgo

Nenhum comentário

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *