Histórico-Social

Guerra Contemporânea

As forças do governo sírio retomaram os bombardeamentos e ataques de artilharia contra a região de Ghouta Oriental, um aliado da oposição nos arredores de Damasco, horas depois da ONU ter exigido um cessar-fogo.

A votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma trégua humanitária de um mês,  prevê que todas as partes do conflito devem cessar-fogo para permitir a entrada de equipas de ajuda humanitária nos territórios em conflito e a retirada de feridos. No entanto esta medida foi adiada e, enquanto isso, bombardeamentos continuam. Contudo, ainda não é possível falar em desrespeito da resolução, uma vez que a decisão da ONU não é clara sobre quando a mesma entra em vigor.

Mais de 650 civis, incluindo pelo menos uma centena de crianças, morreram nos bombardeamentos e existem mais de 2.500 feridos do regime sírio no leste de Ghouta, uma carnificina que a comunidade internacional ainda não conseguiu parar.

A votação no Conselho de Segurança da ONU foi adiada, após sucessivos adiamentos que ilustram as divisões profundas nas Nações Unidas sobre o conflito que devasta a Síria há quase sete anos. As negociações foram realizadas para evitar uma oposição por parte da Rússia (um aliado do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, a quem fornece apoio militar crucial na guerra) e a criação de um texto que prevê um cessar-fogo imediato. Enquanto se espera por esta votação, Ghouta é bombardeada pela força aérea e pela artilharia do regime, durante sete dias consecutivos. O Observatório declarou ainda, que a aviação russa participou nos ataques, no entanto Moscovo nega qualquer relacionamento direto.

A semana de intensos ataques aéreos, bombardeamentos com rockets e outros projécteis já provocou a morte a pelo menos 650 pessoas, mais de 120 são menores. Durante quanto tempo vai demorar a oficializar um consenso com a resolução de cessar-fogo, e quantas mais pessoas têm de morrer até que a guerra deixe de ser uma sombra para os espetadores e passe a ser assumida como uma realidade atual?

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Mariana Madeira

Mariana Madeira

Editora da secção Disce

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